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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mapeamento entre MPS.BR e Scrum-Introdução

Atualizado em 07/10/2010:

Podcast com ImproveIT:
Há algum tempo tenho escrito por aqui algumas coisas sobre os métodos estruturados e modelos ágeis. Isso tudo começou quando fui entrevistado pelo Vinicius Manhães Teles, da ImproveIT, que proporcionou uma conversa que, embora técnica, se configurou extremamente agradável(para mim, claro), pois me deparei com alguém que, embora agilista cromossômico, não apresentou, por "default" preconceitos viscerais  com relação aos métodos estruturados. Tinha ele o objetivo claro e profissional de rastrear afinidades e enfatizar as diferenças entre as duas abordagens. Ele que tão bem conhece os métodos ágeis, buscando entender o emergente MPS.BR. Esse foi o "viés" da nossa conversa . Embora só nos  conheçamos via Skype, fiquei com excelente impressão dele. Essa discussão entre o novo e o já existente(eufemismo para velho) é muito proveitosa. Isso acontece muito com os sambistas talentosos de hoje, que vira e mexe, vão jogar conversa fora com os antigos compositores da velha guarda da Portela. Essa visões mais novas e as experiências mais tradicionais não precisam ser conflituosas. Conforme falei em vários posts anteriores, metodologia e tecnologia não comportam paixões e antagonismos. Deixa isso para futebol e política.
O Podcast que fizemos é longo pois passamos uma tarde de sábado de 14:00 às 18:00 conversando, como dois amigos que nunca se viram e que se encontraram neste botequim virtual da internet para falar de assuntos de que gostam.
Você pode acessar essa entrevista(podcast), no endereço
http://improveit.com.br/podcast/improvecast-8-entrevista-carlos-barbieri-mpsbr

Maré de Agilidade:
Depois desse evento, por ocasião do evento Maré de Agilidade, escrevi diversos artigos, aqui postados respectivamente em Abril, Maio e Agosto quando coloquei uma série de idéias sobre a possibilidade de convivência pacífica entre os métodos estruturados e os métodos ágeis . O (evento) Maré da Agilidade, onde fizemos uma apresentação(eu e Isabela Fonseca, da Powerlogic) também se mostrou uma excelente oportunidade para discussões sobre as duas abordagens.O movimento ágil cresce no Brasil. assim como o MPS.BR. Quem sabe não se cruzam, ali depois da curva da estrada, onde tem um pé de araçá, como diz Renato Teixeira. Para o evento, preparei alguns escritos que desejo retirar da poeira e faço para eles, os links abaixo:
Parte 1-Visão Ágil e Visão estruturada-Introdução
Parte 2-Visão Ágil e Visão estruturada-CMMI
Parte 3-Visão Ágil e Visão estruturada-Métodos Ágeis
Parte 4-Visão Ágil e Visão estruturada-Entendendo o conceito de modelo
Parte 5-Visão Ágil e Visão estruturada-Analisando o manifesto ágil
Parte 6-Visão Ágil e Visão estruturada-Desafios
Parte 7-Visão Ágil e Visão estruturada-Conclusão
Parte 8-Visão Ágil e Visão estruturada-Adendos e extensões

Artigo na Revista BHTI:
Artigo publicado, após a Maré de Agilidade, na revista mineira de Informática, BHTI. Na realidade é um condensado do que falamos na palestra da Maré de Agilidade.

Mapeamento MPSxSCRUM: 
Hoje, estou iniciando a publicação do que chamo um Mapeamento entre o MPS.BR e o SCRUM. De início, devo dizer que estou longe de ser um especialista em movimentos ágeis. Com 61 anos, vocês entendem que nada mais é ágil na criatura humana..... O que coloco aqui hoje, é uma tentativa de mapear os resultados do MPS.BR(aquilo que se busca implementar nas empresas) com algumas idéias sobre Scrum que aprendi na Powerlogic(*) , quando eu e Flávio Harasaki ajudamos a implementar o nível C do MPS.BR, naquela empresa, que se tornou a primeira MPS nível C do Brasil,  com adoção de Scrum. Paulo Alvim, Isabela Fonseca, Rogério Baldini, Fernanda Alves e Márcia Alves entravam com o espesso conhecimento sobre SCRUM e eu e Hara  encaixávamos o MPS.BR, nessa mistura que acredito, seja viável.
As percepções que trago não são necessariamente válidas para todos os matizes de metodologias ágeis e estão longe de representarem as únicas ou as melhores  . Estão centradas naquela implementação e na discussão com outros consultores que , de uma forma ou de outra, já vivenciaram implementações e avaliações ágeis.
Algumas premissas devem ser observadas nesse mapeamento, antes de se partir para a sua leitura:
1)Não há a menor possibilidade de se implementar modelos como MPS.BR/CMMI em empresas que não aceitarem certo grau de flexibilização nas suas receitas  de desenvolvimento de sistemas. Aquelas que mantiverem posições ortodoxas e leituras inflexíveis  sobre o manifesto e os princípios da agilidade não lograrão êxito numa implementação MPS.BR ou CMMI;
2)Todas as propostas aqui colocadas estão centradas no fato de que uma empresa ágil  a ser avaliada no modelo MPS.BR e/ou CMMI  deverá produzir evidências. Somente as evidências permitem instrumentalizar a equipe de avaliação, de forma a garantir a aderência aos respectivos modelos e concluírem(ou não) pela certificação . Por esse motivo, o detalhamento de cada REP-Resultado esperado do processo, foca no mapeamento do processo Scrum e em possíveis idéias sobre interpretação de suas evidências;
3)As propostas aqui colocadas estão centradas em uma das muitas formas de se implementar Scrum. Logo, alguns agilistas poderão estranhar certas colocações e o motivo deve ser  a especificidade adotada nesse caso;
Nesses posts vou me ater aos níveis de G a E do MPS.BR, onde essa convergência apresenta pontos mais interessantes. Como sempre, vou dividir essas idéias em 3 posts, a fim de facilitar a fuga dos que se arvorarem a ler essas linhas e desejarem saltar fora. Para maiores detalhes sobre o MPS.BR, acesse
http://www.softex.br/mpsbr/_guias/default.asp  Lá você encontrará todo o detalhamento sobre o modelo.

A parte I- Traz um gráfico sobre Scrum, que serve para posicionar conceitos.Os conceitos discutidos estão fortemente atrelados  a essa figura;

A parte II-trata do mapeamento dos processo de  nível G, contemplando Gerência de Requisitos e Gerência de Projetos. Nesse nível, por se tratar de processos fundamentais,  aparecem mapeamentos interessantes e com muitas equivalências.

A parte III-trata do mapeamento dos processos de nível F, contemplando Gerência de Configurações,Medições,Garantia da Qualidade e Gerência de Portfólio. Nessa parte, por se tratar de processos de apoio, as coisas ficam mais dependentes de como o Scrum foi implementado na empresa;

A parte IV- trata das RAPS-Resultados de atributos de processos, comuns a todos;

A parte V - trata de Adendos e extensões sobre esse assunto;

A parte VI - trata dos processos do Nível E.


(*)Powerlogic, uma das grandes empresas do Brasil praticantes de Scrum, famosa antes mesmo do “ agilismo” se tornar moda. Lá aprendi muito com Paulo Alvim,Isabela Fonseca, Márcia Alves, Fernanda Alves e Rogério Baldini a respeito de Scrum, enquanto(eu e Harasaki) “encaixávamos” o modelo MPS.BR naquele mundo novo de P.O,Scrum master,Scrum Team, daily scrum, gráficos de burndown, ideal-day, etc. Assim vai aqui o meu agradecimento a essa brilhante equipe da Powerlogic e ao amigo Flávio Harasaki, pela oportunidade do trabalho e as discussões valiosas sobre SCRUM.  


Importante: Serão extremamente bem recebidas as opiniões, pontos discordantes, sugestões, melhorias, etc, sempre em nome do viés de profissionalismo e do crescimento  dos movimentos de qualidade de software no Brasil.

4 comentários:

  1. Ana Carolina Gotschalg23 de setembro de 2010 18:49

    Boa tarde Barbieri! Excelente introdução sobre o relacionamento MpsBr e Scrum. É até difícil complementar uma introdução tão coerente como esta, portanto, deixo meu depoimento apenas para confirmar a todos os leitores a veracidade dos itens apontados por você na realidade da execução de projetos.
    Toda minha prática de integração da metodologia ágil com MpsBr, até mesmo de maneira informal, tem como base as premissas acima e o que eu acho muito interessante é o quanto este relacionamento "MpsBr x Scrum" incentiva soluções criativas em diversos pontos do processo, até mesmo por experiencia própria, na qual cheguei a criar métodos de estimativa de tamanho/prazo mantendo a flexibilidade do Scrum mas sem deixar de lado a caracteristica de controle de métodos como APF!

    Grande abraço,

    Ana Carolina Gotschalg
    ac@anacarolina.org

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  2. Hi Carlos,

    Acertou na veia. Também sou um "ágil ortodoxo", e o processo que estamos modelando em nossa empresa "precisa" combinar mpsrbr+pmbok+fdd+scrum+xprocess+xp+up.

    Estarei plugando seu RSS e aproveito para dar uma notícia talvez boa para voce que trabalha com mpsbr: estamos montando uma ferramenta para mapear fluxos SPEM do Eclipse EPF diretamente para o Atlassian Jira, de forma que empresas que optarem pela automação dos seus workflows, ganhem agilidade nessa transposição... fazendo a roda do mpsbr girar melhor para todos nos. So espero que o Sebrae nos ajude (hic).

    Nos falamos.

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  3. Barbieri, excelente iniciativa!

    Como você sabe, a Fácil é uma empresa que desenvolve sistemas ERP há mais de 15 anos e que está se atualizando em termos de processo e metodologias relacionadas ao desenvolvimento de software.

    Implantamos o MPS.BR (G implantado e o F está saindo do "forno") - precisamos simplificar e agilizar nossos processos - o desafio é aumentar $$$$ aliado à qualidade na menor quantidade de tempo - muito "fácil", não é mesmo?

    Para isto estamos com a proposta de "beber" na fonte dos "Ágeis" sem perder o "tom" junto ao modelo MPS.BR - e o seu blog vai ajudar muito!

    Abraços!

    Daniel Moraes
    moraes@facilinformatica.com.br
    dmoraesc@gmail.com

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  4. Barbieri, primeiramente parabéns pelo post. Sou implementador MPS.BR e venho de experiências de trabalho em empresas com nível de maturidade nos seus processos. Também creio no uso combinado do que há de benefício e custo nas abordagens estruturada e ágil. Acredito que o mercado necessita de discussões maduras e relatos como os do seu blog para as empresas e profissionais não caírem em um modismo alienado.

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