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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Meu nome é ninguém

Artigo publicado em Fevereiro de 2001
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Sempre tive certa curiosidade por nomes de empresas e mais especificamente pela genética usada na sua criação. No nome de uma empresa se concentra a sua força , personalidade e o magnetismo de sua identificação. Algumas empresas compuseram o seu logotipo com iniciais de nomes dos inventores, como HP, criada por David Packard e William Hewlet, dois colegas do curso de engenharia da Universidade de Stanford, onde se conheceram num campo de futebol daquela universidade em 1930. A sigla EMC, da gigante da indústria de storage, conta a lenda, representa as iniciais de seus fundadores, dois dos quais ainda permanecem na empresa e o outro, que teria saltado do projeto ainda no início da aventura em Boston, hoje é dono de um simpático restaurante italiano perto cais, naquela cidade. Numa conversa com um amigo, presidente de uma joint venture global recentemente criada, fui informado por ele das dificuldades de se cunhar um nome razoável que já não esteja registrado pelo mundo afora. No caso, a AVANADE, nome da empresa “joint” entre a ex Andersen Consulting e Microsoft é uma marca absolutamente neutra, desenhada por especialistas e produzida apenas por sílabas que se concatenam de forma sonora e estética, nada mais. Não é palavra existente e não traz consigo nada de implícito e esta parece ser a tendência desta nova fase de identificação corporativa global. O cuidado óbvio é a produção de um vocábulo que além de plástica, possua uma sonoridade que não crie embaraços em outras línguas e culturas. Um empresa recentemente criada com o fonema “vaia” no seu nome talvez possa ser um exemplo dessa natureza. Me lembro das primeiras empresas de Informática, que obrigatoriamente continham radicais como SYS, PRO, SIST, COM, DATA, TEC, PROC, etc, combinados das formas mais variadas. Depois, com a fase WEB, apareceram as formações como DataWeb, WebCom, Webdata, Comweb, etc e até dizem que foi feita uma proposta de uma empresa chamada Web Camargo para uma famosa apresentadora da TV brasileira. A tendência por nomes “clean” é acentuada , como pode ser observado no novo nome da ANDERSEN CONSULTING que passa a ser chamada ACCENTURE, numa linha light, neste caso com claras intenções de dissociação atávica. A parceira da Cemig, Southern Energy, passará a se chamar MYRANT, numa busca pela nova tendência por nomes originais e com visibilidade. GENUITY é o nome de uma nova empresa que sai da poderosa GTE para prover serviços de Internet e NEXXA é o novo nome da Technosource. Ao meu amigo, Paulo César, que inspirou a criação deste texto, ficam os créditos. O nome dele: PC Faria, é figura sempre presente em reportagens que contam sobre os embaraços dos homônimos...

2 comentários:

  1. Hoje em dia com o advento da web, com tudo sendo feito voltado para web, o mais importante no nome da empresa ou serviço é que seja fácil de memorizar, curto de se pronunciar e que seja engraçado. Ótimo exemplo desses novos tempos de batismo é o novo serviço da Microsoft, o Bing, cujo o próprio Steve Ballmer declarou que precisava de um nome que não tivesse nenhum significado, mas que fosse fácil para as pessoas conjugarem. Eu Google, e você Binga?

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  2. Dica para criar nome da sua empresa. http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02378

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